Manutenção cara? Veja 5 tecnologias de carros que superaram esse tabu

Por Alexandre Carneiro  - AUTOpapo.com.br - A proliferação de automóveis com motor turbo no mercado brasileiro tem sido acompanhada de muitas dúvidas e até de especulações. Quase todas dizem respeito à durabilidade e, principalmente, ao custo de manutenção dos carros com esse tipo de tecnologia.
É verdade que, quando eleva-se o nível de sofisticação mecânica, alguns componentes podem ser mais dispendiosos. Ademais, também é necessária mão de obra capacitada para dar manutenção nesses carros de nível tecnológico maior. Porém, à medida que vão equipando maior número de veículos e ficando comuns, esses itens tendem a ter os custos diluídos pela massificação.
O próprio turbo é um exemplo. Carros com motores sobrealimentados existem há décadas: os primeiros nacionais surgiram em meados dos anos 90. Atualmente, essa tecnologia é amplamente utilizada em veículos a diesel e em sedãs e SUVs médios. Nos segmentos desses carros, ninguém mais teme os custos de manutenção. A novidade, portanto, é justamente a chegada desse componente a modelos mais populares, com propulsores 1.0.
Se você está entre as pessoas preocupadas com tais recursos mecânicos, temos uma boa notícia: muitas outras novidades da indústria de veículos já despertaram temores quando surgiram, mas atualmente não assustam mais ninguém. Duvida? Pois o AutoPapo enumerou 5 delas! Confira o listão e relembre quais tabus já foram quebrados pelos consumidores.
Manutenção de carros: 5 itens que quebraram tabus - LEIA CLICANDO ABAIXO

O que é DUT?


Olho no Carro - DUT é a sigla utilizada para abreviar o termo Documento Único de Transferência. É obrigatório nos processos de transferência de veículos entre antigo e novo proprietário.
Costumeiramente confundido com o CRLV – Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos. Este, de porte obrigatório, é o que concede o direito de circulação do veículo em vias públicas e particulares.
O DUT (ou CRV), por sua vez de porte não-recomendável, assemelha-se a um registro que tem por objetivo comprovar todas as características físicas do veículo (cor, ano, modelo, renavam, placa, espécie, combustível, etc..). No verso da DUT vai escrito o nome de antigos proprietários e este documento deve estar regularizado, e atualizado caso o então proprietário queira revenda.

O DUT é de porte obrigatório?
Como dito anteriormente, não é recomendado!
Para transferir veículo, é necessário preencher o nome do novo comprador no verso desse documento. Ou seja, se não souber onde guardou o DUT, ou ele estiver muito danificado, não poderá vender seu carro ou moto.
Qual a diferença entre DUT e CRV?
Nenhuma! Apenas em alguns estados a nomenclatura DUT é mais comum. Desde 1985, após o DETRAN implementar o sistema Renavam, o DUT passou a ser chamado de CRV.
DUT ou CRV é o documento que permite que o proprietário faça a transferência do veículo para outra pessoa.
Na compra do veículo, o CRV vem junto no documento que chega em seu nome, após a transferência de propriedade. O CRV só será usado quando o proprietário quiser revender o veículo. Sendo assim, CRV preenchido e assinado agora pelo novo vendedor e comprador.

Oito carros brasileiros que foram elogiados em outros países


Por Vitor Matsubara - Caros, ultrapassados e feios. Sobram adjetivos negativos para os críticos quando falamos sobre os carros fabricados no Brasil. Mas, ao contrário do que muita gente imagina, alguns projetos nacionais são bastante elogiados (e até cobiçados) pelos gringos – que, às vezes, valorizam nossos modelos mais do que nós mesmos.
Separamos abaixo oito modelos que causam ou causaram inveja lá fora.


VW SP2

Definido brilhantemente pelo Jalopnik como o “carro lerdo mais rápido da história”, o SP2 é um sonho de consumo de milhares de entusiastas de Volkswagens refrigerados a ar pelos quatro cantos do mundo – inclusive no Brasil, onde achar um exemplar em bom estado para restauração é cada vez mais raro.
O fraco desempenho do motor 1.7 de 75 cv não condizia com o design esportivo do projeto assinado por Marcio Piancastelli, mas isso não parece aborrecer a equipe do Jalopnik. “Andar devagar é um serviço de utilidade pública, assim todos podem admirar a beleza sensual dos anos 70 que esse carro tem”.
Aliás, não são apenas os americanos que cobiçam o SP2: uma reluzente unidade do modelo faz parte do acervo do Museu da Volkswagen, localizado em Wolfsburg, na Alemanha.

Fiat Toro

Construída sob a plataforma do Jeep Renegade, a Fiat Toro ainda é exclusividade do mercado brasileiro. Mas, se depender do Autoblog, a picape tem espaço cativo nos EUA. No post entitulado “Desejamos que a Fiat Toro venha para os Estados Unidos”, Jonathon Ramsey dá detalhes do modelo que seria lançado apenas no ano seguinte – daí a presença de algumas informações equivocadas, como o nome das versões.
O repórter ressalta a ausência de opções de porte semelhante a da Toro nos EUA. “Deixe a Fiat Toro começar a onda de lamentações sobre a falta de picapes compactas em nosso mercado”, escreveu.
Ramsey também afirma que o lançamento da Toro poderia alavancar as fracas vendas da Fiat por lá. E aparentemente alguém o ouviu: algumas unidades da picape foram flagradas em testes de rodagem por estradas de Auburn Hills, não por acaso nos arredores da sede da FCA.

Troller T4

Lançado em 2014, o novo T4 teve uma recepção mais calorosa no exterior do que em seu país de origem. Vários sites rasgaram elogios ao jipe produzido pela Ford. A Autoweek o chamou de “sucessor espirtual do amado Bronco” (em referência ao clássico modelo produzido pela marca do oval azul de 1966 a 1996) e sugeriu à Ford que importasse algumas unidades para os Estados Unidos.
Já o Autoblog foi além e desmanchou-se em elogios ao projeto: “Estamos acostumados a ser tentados por frutos proibidos, mas não sei se podemos resistir a este carro. Precisamos dele imediatamente”.

VW Karmann-Ghia TC

Sem o belo design como argumento de vendas, o TC nem de longe repetiu o sucesso do Karmann-Ghia original. Mas isso não o impediu de ganhar admiradores dentro e fora do Brasil. Um dos fãs mais célebres é Jason Torchinsky, do Jalopnik. “Particularmente, acho o design do TC magnífico. Não é emocionante como o do SP2, mas há uma certa harmonia inegável nas proporções e nos detalhes do projeto”.
Outras aspas dignas de emocionar os projetistas brasileiros: “O Karmann-Ghia TC não é um daqueles carros que povoam minha imaginação a cada momento, mas, toda vez que vejo um, penso que, se um dia me deparar com um cavalo mágico que me ofereça qualquer VW a ar à minha escolha, provavelmente eu escolheria o TC”.

Renault Sandero R.S.

Se no mercado brasileiro o Sandero R.S. não é exatamente um esportivo tão acessível assim, os europeus já cresceram o olho para o pequeno hot-hatch. Afinal de contas, uma conversão cambial simples transforma os R$ 62.125 em menos de 18 mil euros – mesmo valor pedido por uma versão intermediária do Clio europeu.
O site francês Caradisiac classifica o R.S. como um “esportivo de baixo custo” e, sem condições geográficas de avaliá-lo, colheu impressões de sites argentinos e mexicanos sobre o modelo. Depois de ler elogios sobre desempenho, direção e freios, os franceses não esconderam a vontade de botar suas mãos no hatch. “Um carro que definitivamente teria seu espaço na França”, concluíram.

Puma

Não faltam artigos elogiosos sobre o Puma publicados em sites estrangeiros. Um dos maiores fãs do esportivo fora-de-série é (de novo!) o Jalopnik, que aproveitou a triste morte de Muhammad Ali para contar a história do Puma Al Fassi, o modelo que o ex-pugilista avaliou pessoalmente no Brasil antes de vendê-lo no Oriente Médio.
Para os leitores não familiarizados com o esportivo brasileiro, o jornalista Jason Torchinsky define a Puma como uma “uma das maiores fabricantes de veículos de fibra de vidro com mecânica VW, responsável por projetar esportivos compactos bastante atraentes inspirados no design do Lamborghini Miura – um ponto de partida bastante interessante, por sinal”.
Quanto ao pouco conhecido Al Fassi, ele nasceu graças à amizade de Ali com um representante da Puma nos EUA, que convenceu o ex-atleta a investir na empresa brasileira mesmo em meio à indefinição quanto ao seu futuro.
Ali, então, fechou um acordo com o Sheik Al Fassi para vender algumas unidades do P-108 conversível, rebatizadas como Puma Al Fassi, no Oriente Médio. Dois protótipos foram construídos com algumas alterações no projeto original, mas a venda não se concretizou devido a um processo de sonegação de impostos contra o sheik, que na época teve todos seus bens congelados.

Renault Duster Oroch

Assim como o Troller T4, parece que a chegada da Oroch foi mais celebrada lá fora do que em seu próprio país de nascimento. Adicionando pitadas típicas do humor britânico, o site do Top Gear faz elogios à picape Renault.
“É magnífica! O que mais você pode querer em um carro? Espaço para quatro ou cinco humanos e uma caçamba grande o suficiente para transportar, bem, vacas e outros objetos por um preço que não deve ser tão alto assim”, definiu Sam Philip, levando em consideração informações liberadas antes do lançamento da Oroch.
O jornalista sugeriu até iniciar uma campanha para que a Dacia (subsidiária da Renault responsável pelo projeto original do Duster) vendesse a Oroch no mercado britânico. Ok, talvez ele estivesse sendo apenas irônico…

Maverick GT V8 1974 uma das 10.000 primeiras unidades produzidas no Brasil



Uma das unidades mais raras hoje em solo brasileiro, saiu da linha de montagem no segundo ano e produção do esportivo da Ford, com motor V8 e um raro acabamento interno, “Dixie”.

por motortudo - A crise do petróleo ainda não estava em seu auge, e o esportivo Ford Maverick GT V8 1974, ainda era o mais desejado dentro de seu seguimento aqui no Brasil, um modelo de alto custo, para um público bem selecionado.
Com um visual norte-americano, que agradou ao público brasileiro, e um desempenho que impressionava, o Maverick GT V8, embalou os sonhos de muitos jovens e marmanjos de meia idade, era o famoso pega garota.
O mercado nacional vivia o auge da era dos Muscle Car, Ford Galaxie Landau, Ford Maverick, Dodge Dart, Dodge Cherge, Chevrolet Opala, e até uma perua maverick chegou ao mercado produzida pela concessionária Souza Ramos da grande São Paulo.
O ponto negativo, ficava para a pouca visão do vidro traseiro, e os retrovisores, interno e externo, que ofereciam pouca visibilidade, olhar para trás era o que menos importava para quem tinha um Ford 4.9 V8 de 199 CV pronto para acelerar debaixo do capô.

Desempenho
Estabilidade – O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, era considerado eficiente para a época, mas com um V8 debaixo do capô, aliado a uma suspensão muito macia, e um sistema de direção hidráulica não muito preciso, era bom o motorista sempre estar atento em altas velocidades.
Motor – Utilizando o motor Windsor 302 V8 de 199 CV, era o modelo dentro de seu seguimento com a manutenção mais barata e descomplicada da época.
Câmbio – O câmbio manual de 4 velocidades, cumpria seu papel para a época, deixando o carro confortável e gostoso de dirigir.
Retomadas e ultrapassagens – Com um conjunto de motor e câmbio extremamente saudável e indo de 0 a 100 em 10,6 segundos, era seguro e eficiente.
Consumo – Em 1974 a crise do petróleo ainda não havia sido oficialmente anunciada, mesmo assim utilizar 4,5 km/l na cidade, não era um incomodo para quem podia investir em um modelo de alto custo, mais dados na ficha técnica no final do post.




Ficha Técnica – Maverick Super GT 1976

Como cuidar da pintura do carro? Com o passar do tempo, o carro vai perdendo o brilho. Algumas dicas de como cuidar da pintura.


Com o passar do tempo, o carro vai perdendo o brilho, fazendo com que o veículo já não pareça tão bonito como no início. Por isso, separamos algumas dicas para você cuidar da pintura do carro e mantê-la sempre brilhante, com cara de nova.

Limpe o carro

Por mais óbvio que pareça, o primeiro passo para manter a durabilidade da pintura do carro é limpar o veículo com frequência. Com o passar do tempo, a sujeira acaba danificando a lataria e, dependendo das impurezas, pode até manchá-la permanentemente.
Os dejetos dos passarinhos, por exemplo, podem causar grandes danos em metais, por conta da sua composição ácida extremamente corrosiva e, por isso, devem ser removidos assim que possível.
O indicado é lavar o carro uma vez por semana. Mas se o veículo não trafega com frequência ou o faz por ambientes pouco poluídos, o intervalo pode ser aumentado para cada 15 dias. Para realizar a limpeza, use sabão neutro ou sabão próprio para carros.
No entanto, é preciso certificar-se de que o produto não contém metacil, um detergente cor de rosa que facilita a lavagem, mas é extremamente abrasivo para a lataria. Sabão em pó também é agressivo, por isso, evite.

Limpe à sombra
Para manter o carro limpo e a pintura brilhando, o indicado é que a limpeza do mesmo seja feita à sombra e com o automóvel frio. Isso porque determinadas substâncias, em contato com a luz solar ou o calor, podem sofrer alterações em sua composição, ocasionando manchas e danos à pintura.

Aplique cera

Ao sair de fábrica, os veículos contam com uma camada protetora que, com o tempo, vai se desgastando. E a melhor forma de devolver essa proteção ao carro é por meio da aplicação de cera. A utilização deste produto garante uma superfície protegida e com muito mais brilho, mantendo a aparência de novo.
O recomendado é que a cera seja aplicada logo após a lavagem, a cada dois ou três meses. Além disso, lembre-se de que as ceras comerciais têm uma durabilidade média de um mês e que os produtos profissionais resistem de seis meses a um ano.

Realize o polimento do veículo
Pode ser que as dicas acima não foram seguidas à risca e a pintura do veículo se encontre danificada. Neste caso, o mais indicado é o polimento do veículo. Também conhecido como revitalização, cristalização ou espelhamento, o polimento é um processo abrasivo, que remove uma fina camada de tinta do automóvel, eliminando as manchas e riscos leves, revitalizando a aparência da mesma.
O serviço, que só deve ser realizado com o carro extremamente limpo, possibilita excelentes resultados, recuperando as características originais do carro. Depois de realizado, o aconselhado é encerar o carro para manter uma camada protetora e garantir a permanência dos resultados obtidos.
É importante destacar que o polimento só deve ser realizado por profissionais capacitados, pois, se for feito de maneira incorreta, será preciso fazer uma pintura nova para reparar os danos.

Cubra o veículo e estacione à sombra

bloglitoralcar - Deixar o carro na garagem coberta é sempre a melhor alternativa quando o assunto é proteger o veículo. Entretanto, se for preciso estacionar em local descoberto, tente deixar o veículo à sombra, evitando os locais abaixo de árvores, já que os dejetos dos passarinhos também são prejudiciais, como explicamos acima.
E se o carro for ficar parado por muito tempo, talvez a melhor alternativa seja a utilização de uma capa, desde que seja de boa qualidade, como a de polietileno especial texturizado com forração total, e seja colocada e retirada com muito cuidado.
Agora que você já sabe como cuidar da pintura do carro, confira as novidades do blog e fique por dentro de tudo o que acontece no universo automotivo.

Cinco dicas de direção defensiva para evitar acidentes


Por Metro Jornal - Direção defensiva significa dirigir de forma a prevenir acidentes diante das mais diversas condições no trânsito. Algumas dicas de direção defensiva nós já conhecemos, como não dirigir após ter bebido e respeitar os limites de velocidade, mas existem muitas outras. Sérgio Santos, diretor da rede Dirigindo Bem, fala sobre algumas delas.

Se chover, cuide da visibilidade
Os vidros devem estar limpos e desembaçados, por isso, cuide sempre das palhetas dos limpadores de para-brisa. E não se esqueça de reduzir a velocidade do veículo em, no mínimo, 30% para evitar aquaplanagem e derrapamentos.


Atenção a semáforos apagados
Quando possível, evite o cruzamento. Mas, quando não der, diminua a velocidade e aguarde o momento correto para entrar – sempre lentamente –, após observar todos os lados e ter a certeza de que nenhum veículo está vindo.

Se o pneu furar, não freie bruscamente
Tente manter o veículo em linha reta e, assim que dominá-lo, sinalize e saia com o carro para um local onde você possa parar e pedir ajuda, como um posto de gasolina ou acostamento.


Cuidado ao parar no acostamento
Na rodovia, se precisar parar no acostamento, passe para a pista mais à direita e sinalize sua intenção. Diminua a velocidade e saia da pista. Caso vá ficar dentro do veículo, não tire o cinto de segurança. Se for sair, evite andar no fluxo do trânsito.


Engarrafamento repentino? Bombeie o freio
Se precisar frear mais bruscamente, “bombeie” o freio para que as lanternas do carro pisquem, chamando a atenção dos outros motoristas.


Mantenha a calma no caso de passageiros passando mal
Uma das primeiras atitudes do motorista é aumentar a velocidade, achando que isso irá ajudar. O mais importante é manter a calma e parar o veículo assim que possível e pedir ajuda.
Henrique Manreza/Folhapress

Pneu frisado tem preço tentador, mas é arriscado


Resultado de imagem para PNEU FRISADO

Marcelo Ramos - Do Hoje em Dia - Os pneus estão entre os componentes mais importantes de um automóvel, já que são eles que fazem contato direto com o piso e, caso não estejam em boas condições, dirigibilidade e controle direcional ficam comprometidos, pondo em risco a vida dos ocupantes. No entanto, é muito comum o comércio dos chamados “pneus frisados”. “São unidades que perderam as ranhuras, chegando ao fim de seu ciclo de uso, mas que ganham sobrevida com novos sulcos, feitos em borracharias”, explica o inspetor Ailton Batista, da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Seu maior atrativo é custar até 80% mais barato que um pneu novo.
Estrutura
O que o incauto consumidor não sabe é que esse pneu não oferece a mínima segurança, já que sua estrutura está desgastada pode ter suas tramas metálicas rompidas. Além disso, quando se frisa um pneu careca, os novos sulcos são feitos justamente na camada em que se encontra a armação de arame, que dá forma ao pneu.
Já os borracheiros garantem que não há problemas. “Dá para rodar um bom tempo com um pneu frisado”, comenta um comerciante de Contagem, que vende cada unidade por R$ 30. Ele ensina o filho, de 15 anos, a frisar pneus com uma ferramenta com ponta incandescente, que recorta a borracha. “É um trabalho rápido e só é preciso ficar atento, para não se queimar”, conta o menor, já com algumas cicatrizes.
Mas a nova banda de rodagem se torna muito fina, podendo inclusive estourar, como explica Batista. “É muito comum flagrarmos automóveis com pneus frisados, que são um perigo, pois não oferecem segurança, principalmente nas frenagens. Eles são causa de diversos acidentes”, avalia o inspetor.
Ele também lembra que o motorista que for flagrado rodando com pneu careca – mesmo frisado – será multado em R$ 127,69 e terá cinco pontos registrados em seu prontuário, além de ser obrigado a fazer a troca do item, para seguir. Caso contrário, o veículo pode ser apreendido.

Vendi um veículo e o comprador não transferiu. E agora?



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A nossa conversa aborda um tema bastante comum, objeto de uma vasta gama de ações, trata-se da transferência de propriedade veicular.
A princípio, necessário recorrer ao Código de Trânsito Brasileiro, que determina o seguinte a respeito do tema:
Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.
Bom, há clara indicação da obrigação do vendedor em comunicar a venda de determinado veículo ao Departamento Estadual de Trânsito, sob pena de responder pelos débitos e multas que recaiam sobre o bem. Todavia, nem todos detêm tal cautela, e assim, não fazem essa comunicação.Além do art. 134, o CTB ainda traz outros quatro artigos abordando direta ou indiretamente a responsabilidade do antigo proprietário pela ausência da comunicação da venda.
Não raras vezes, a compra e venda de veículos ocorre de modo informal, sendo que o recebimento do dinheiro e a entrega das chaves, aparentemente, encerram a negociação. No entanto, o antigo proprietário, tempos depois, torna-se alvo de cobrança por órgãos de protesto ou de proteção de crédito - ante a situação de inadimplência perante o fisco, porque a transferência da propriedade não foi realizada pelo comprador.
Entenda. A cobrança é devida, se estiver titulada ao proprietário e houve as notificações que a lei determina. Ora, mesmo que o devedor já tenha negociado o bem, este ainda permanecerá inscrito no cadastro dos órgãos de controle de trânsito como dono da coisa. Até porque, a Administração Pública não participou da negociação do veículo, logo, não sabe da alienação do automotor. É, para isto (conhecimento dos órgãos de trânsito e do fisco estadual) que serve o comunicado de venda.
Então, se você vendeu seu veículo e o comprador não efetuou a transferência, e você não teve o cuidado de comunicar a venda ao DETRAN e, hoje, está sendo alvo de cobrança de débitos e multas com origem após a negociação – ATENÇÃO!!!
A sugestão deste autor é que você procure um bom advogado, de preferência com experiência no assunto, munido de toda e qualquer documentação que comprove a venda do veículo para um terceiro, inclusive extrato bancário (ou prova que recebeu uma contrapartida pela entrega do bem), para buscar ingressar com uma ação judicial visando o seguinte:
- Incluir restrição judicial e bloquear a geração de débitos futuros – no caso de desconhecer o paradeiro do vendedor;
- Transferir o veículo para o comprador juntamente com todas as dívidas posteriores à venda – no caso de existir contrato de compra e venda ou o preenchimento do DUT;
Há uma série de fatores a serem ponderados nessa espécie de ação. A jurisprudência do seu estado – não é um assunto pacificado, há grande divergência sobre a responsabilidade solidária do vendedor e comprador quando não comunicada à venda; os documentos que você possui para demonstrar a existência do negócio – o ônus da prova é do autor; e outros tópicos que abordaremos numa outra conversa.
Conveniente lembrar, também, que na Administração Pública consta uma vasta gama de informações acerca dos procedimentos a serem adotados em casos com este, bem como é aberta a possibilidade de contestar o débito na via administrativa, apresentando ao credor provas da tradição do bem em momento anterior ao fato gerador do débito - é difícil, mas vale a tentativa.
Enfim, a orientação padrão é que antes de você concluir o negócio (compra e venda), busque preencher o DUT/CRV do seu veículo, colhendo a assinatura do comprador e autenticando-a em cartório de notas, realizando a comunicação da venda, logo em seguida. Muitos cartórios possuem a ferramenta da comunicação de venda on-line, ou seja, já lançam automaticamente no sistema nacional de trânsito a informação da venda, mediante o pagamento de taxa administrativa.
Lembre-se, a relação de confiança com o pretenso comprador não é motivo relevante para você se eximir de atender aos procedimentos anotados na norma de trânsito, até porque muitos desses casos (aquisição de um veículo sem que se faça a transferência) têm origem com pessoas do circulo de amizade/parentesco (cunhado, primo, vizinho, sogro e etc.).
Outra dica, é que você pode ainda incluir dentro do valor da negociação a concretização da transferência da propriedade. Isto é, a venda já abrange o pagamento de todas as taxas exigíveis pelo DETRAN para que seja efetuada imediatamente a alteração dominial junto ao órgão responsável. Desta forma, o veículo só seria entregue ao interessado, depois de transferido.
Bom amigos, espero ter ajudado aqueles que estão nessa complicada situação. No mais, coloco-me a disposição para esclarecer qualquer dúvida a respeito do assunto.
Grande abraço!
Elder NogueiraPRO

Veraneio Luxo 74 a SUV da década de 1970



A versão Veraneio Luxo 74, era a top de linha dentro do seguimento SUV da Chevrolet, quem viveu as décadas de 1970 e 1980, sabe muito bem, que para um família ter um modelo de luxo 0 km na garagem, deveria pertencer a nata da sociedade, se as versões top de linha do modelo Opala já eram veículos de alto custo, imaginem uma Veraneio de luxo.
Lançada no Brasil em 1964 e desenhada por Luther Whitmore Stier, foi comercializada até o ano de 1969 como utilitário urbano exclusivo para o exército, órgãos públicos e empresas privadas.
Em 1970 foi reposicionada pela montadora como utilitário esportivo, e rebatizada de Chevrolet Veraneio, nas versões de entrada normalmente eram diretamente vendidas como utilitários públicos, serviço funerário, ambulância entre outros.
Mas as versões top de linha passaram a atender uma nova classe social que crescia no Brasil, famílias do alto escalão político e empresarial, com hábitos de viajar em fins de semana para o campo, Sítios e Chácaras. O grande problema era seu valor na hora da compra, conforme informado no final da ficha técnica da matéria.

Desempenho
Estabilidade – O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, dava ao carro uma boa estabilidade, mas se tratando de um modelo de grande porte, com freios a tambor nas 4 rodas e ainda com estrutura da década de 1960, era sempre bom ficar atento em curvas de alta.
Motor – Utilizando o motor Chevrolet 4.3 de 6 cilindros, conseguia unir confiança, robustez e muita força em um mesmo carro.
Câmbio – O câmbio manual de 3 velocidades, não tinha as relações muito curtas, os engates também não era muito precisos, principalmente em trocas rápidas de marcha, mas nada que afetasse diretamente o desempenho.
Retomadas e ultrapassagens – Com um motor com muito fôlego e uma boa posição de dirigir, era seguro e eficiente.
Consumo – Para um motor de 6 cilindros de um utilitário a gasolina das décadas de 1960 e 1970, fazer 4,3 km/l na cidade, era considerado dentro dos padrões para a época.

Opala SS 75 4100 ganha tuchos mecânicos e 31 CV a mais de força



]1975 chega com novidades na família Opala, mais especificamente na versão esportiva, o motor de 6 cilindros ganha tuchos mecânicos, se tornando mais eficiente na luta contra os poderosos Maverick GT e Dodge Charger R/T.

A versão Opala SS 75, trás a nova versão do motor 250-S, 6 cilindros, deixando o carro mais robusto e mais eficiente, passa a ter 171 CV, e se torna mais estável em altas rotações, a briga no mercado dos Muscle Cars estava aquecida, o modelo Chevrolet ainda era o que oferecia mais equilíbrio em todo o conjunto.
Com o novo upgrade no motor, o esportivo da Chevrolet oficialmente atinge 190 km/h de velocidade final real, mas alguns jornalista e pilotos da época, afirmam que o modelo podia facilmente ultrapassar 195 km/h.
O visual esportivo continuava sendo um dos pontos positivos do carro, com cores fortes, como o vermelho com faixas pretas, dando um ar mais agressivo e essa fera, além do azul mediterrâneo, o acabamento interno também era outro diferencial do Opalão.
Tendo com opcionais, direção hidráulica, ar – condicionado, a versão esportiva se tornou um dos carros nacionais mais caros, tanto na compra 0 km nas concessionárias, como nas manutenções preventivas e corretivas.

Desempenho
Estabilidade – O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, dava ao carro uma boa estabilidade, mas se tratando de um modelo de grande porte ainda com estrutura da década de 1970, era sempre bom ficar atento em curvas de alta.
Motor – Utilizando o motor Chevrolet 4.1 250- S, conseguia unir confiança, robustez e muita força em um mesmo carro.
Câmbio – O câmbio manual de 4 velocidades, não tinha as relações muito curtas, mesmo assim deixava o carro divertido para dirigir tanto na estrada quanto na cidade.
Retomadas e ultrapassagens – Com um motor com muito fôlego e um câmbio descomplicado o carro era seguro e eficiente.
Consumo – Para um motor de 6 cilindros de um carro de grande porte, fazer 6 km/l na cidade era uma grande virtude.

Fusca 1200 1962 Ganha chassi nacional e se torna uma febre no Brasil


por motortudo  - A 11 anos rodando nas ruas brasileiras e a 3 oficialmente sendo fabricado por aqui, ele já era uma febre nacional, descomplicado, manutenção a preço popular e muito econômico
A industria automobilística brasileira ainda estava engatinhando, mas o Fusca 1200 1962 já trazia algumas mudanças significativas, novo chassi, novas lentes, faróis e lanternas, além do famoso para – choque cabide.
Nos dois primeiros anos da década de 1960 a industria automobilística brasileira ainda engatinhava, a Ford só lançaria o Galaxie 500 em 1967 e a Chevrolet produzia apenas utilitários, o primeiro veículo de passeio só chegaria em 1968, outras montadoras também já andavam por aqui mas sem tanto sucesso.
O início da década de 1960 também marcou o domínio do Fusca no senário nacional, assumiu o pico entre os mais vendidos onde permaneceu até a década de 1980.

Em 1961 com um significativo upgrade na primeira marcha, o câmbio definitivamente deixa de ser caixa seca e passa a ser 100% sincronizado, em 1952, 2ª, 3ª e 4ª marchas já haviam recebido um upgrade, e se tornaram sincronizadas.

Desempenho
Estabilidade – O conjunto carroceria, chassi e suspensão, era relativamente eficiente, considerando a tecnologia da época. Em curvas de alta com o piso molhado era sempre bom o motorista ficar atendo a saídas de pista, mas em um país onde a grande maioria das vias eram de ruas estreitas de paralelepípedo ou de chão batido, ele tinha a suspensão ideal.
Motor – O motor Volkswagen Boxer 1200, era de manutenção descomplicada e de baixo custo, mas em meses mais quentes, era necessário estar em dia com as manutenções de platinado e bobina.
Câmbio – Como já citado em 1962 com o novo upgrade no câmbio os engates ficaram bem mais macios e precisos.
Retomadas e ultrapassagens – Atendia as expectativas para um compacto da década de 1960, mas em pistas de mão dupla, era sempre bom o motorista negociar bem as ultrapassagens.
Consumo – A versão 1200 era o que chamamos hoje de consumo de carro popular, com ótimos 9 KM/L na cidade.

O Motor Tudo, NÃO trabalha com nenhum tipo de comércio de carros, apenas faz matérias sobre a história de carros clássicos brasileiros.

Escort Ghia 1985 a versão esporte fino do badalado esportivo da Ford


por motortudo em - A versão XR3 mexeu com o mercado brasileiro com sua aparência esportiva e moderna, mas poucos lembram que também existiu outra versão top de linha

A versão Escort Ghia 1985, na década de 1980 ficou conhecido como a versão para os coroas, por dentro oferecia basicamente todos os itens de luxo e conforto do XR3, conta – giros, vidros elétricos e opcionais para ar – condicionado, direção hidráulica e ainda levava o brasão Ghia da montadora, mas por fora era um visual mais comportado, estilo esporte fino.
Opreço também estava bem perto da versão XR3, se tornando um dos carros mais caros do Brasil, também se tronou a versão menos comercializada, e hoje um dos modelos mais raros da família Escort.
O que nunca ninguém entendeu foi a potência dada ao motor CHT do Ghia, apenas 65,1 CV de força, 8 CV a menos que a versão intermediária GL e 18,4 CV a menos que a versão XR3.
O modelo esporte fino da família Ford Escort consegui ser 2 segundos mais lento que a versão intermediária GL, e 3 km/h a menos de velocidade final.
Preço de versão top de linha, diversos itens de luxo e conforto, visual esporte fino e fôlego de carro popular.
Desempenho
Estabilidade – O conjunto, carroceria, chassi e suspensão, não era um dos mais equilibrados do mercado, com uma suspensão muito macia, e um peso mal distribuído, sofria do chamado efeito flutuante, com tendências a sair de traseira em curvas de alta.
Motor – Utilizando o motor CHT 1.6 de 65,1 CV, era confiável e econômico, mas para um carro que queria passar um ar mais refinado, ficava longe da realidade, indo de 0 a 100 em 16 segundos.
Câmbio – O câmbio manual de 5 velocidades, não tinha as relações muito curtas, mesmo assim deixava o carro confortável para dirigir tanto na estrada quanto na cidade.
Retomadas e ultrapassagens – Não era o mais eficiente do mercado, com 5 adultos e porta malas cheio, em estradas de mão dupla era sempre bom negociar bem as ultrapassagens.
Consumo – Para um motor de 4 cilindros a gasolina de um carro de médio porte, fazer 16,8 km/l na estrada, na década de 1980 era algo magnífico.

Carros Populares Antigos 1973 a 1979



por motortudo em - Fiat 147, Chevette, VW Brasília e VW Fusca, a guerra dos compactos, de popular só tinham o pobre acabamento e a pouca tecnologia

Se você viveu a década de 1970, sabe muito bem que os carros populares antigos, nunca estiveram ao alcance da classe baixa, com preços que somente trabalhadores e micro empresário do médio escalão econômico nacional tinham acesso, pouca tecnologia e um acabamento literalmente de terceiro mundo.
Eles fizeram a alegria do brasileiro, principalmente quando se tornavam seminovos ou usados, com um preço bem mais acessível, rapidamente estacionavam na garagem de um trabalhador com emprego fixo, ou comerciante de pequeno porte.
Preço popular nem pensar, se nos dias de hoje um carro 0 km pé de boi 1.0, fica praticamente fora do alcance do bolso do trabalhador, imaginem na década de 1970 onde o poder aquisitivo era bem menor e não existia as facilidades de compras com financiamentos em até 60X, dificilmente você encontraria uma possibilidade de 12 ou 24 parcelas.
Tecnologicamente eram todos muito limitados, em comparação com modelos europeus, pouco conforto, praticamente sem instrumentos de luxo e segurança.
Mas de alguma forma os carros populares antigos, se tornaram uma paixão nacional e hoje são modelos colecionáveis, algumas unidades devidamente restauradas ou ainda em estado de 0 km, podem chegar até 50.000 dólares.
Chevrolet Chevette


Ele chegou no mercado em 1973 de olho no mercado do VW Fusca e da família VW 1600, que dominavam o senário dos compactos nacionais.
Seu principal diferencial era o conforto da suspensão, câmbio macio e preciso e um acabamento a frente de seus principais concorrentes, mas tinha o preço mais salgado do mercado entre os modelos populares.
Ficha Técnica – Chevette 1.4

Carroceria sedã;
2 portas;
Porte Compacto;
Motor Chevrolet 1.4;
Tuchos mecânicos;
Longitudinal;
Tração traseira;
Combustível Gasolina;
Carburador;
Direção simples;
Câmbio manual de 4 marchas;
Freios a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor na traseira;
Peso 870 KG;
Potência 69 CV;
De 0 a 100 – 19,5 Segundos;
Velocidade máxima 140 KM/h;
Consumo Cidade 11 KM/L, Estrada 14 KM/L;
Porta malas 150 Litros;
Carga útil Não informado;
Tanque de combustível 45 Litros;
Volkswagen Brasilia

Sem dúvida foi um dos modelos nacionais mais comercializados, chegou ao mercado em 1973, era o tradicional pé de boi em todos os sentidos, mas caiu nas graças da classe trabalhadora que tinha bom poder aquisitivo para adquirir um popular 0 KM.
Só no ano de 1978 chegou a vender 157.700 unidades em um período de 11 meses. Mesmos sendo equipada com o motor VW 1600, era de desempenho modesto, mas atendia as expectativas entre os carros populares antigos.
Ficha Técnica VW Brasília 1600

Carroceria – hatch;
Porte – Compacto;
Portas – 2;
Motor – VW Boxer 1600;
Cilindros – 4 opostos;
Posição – Longitudinal;
Peso Torque – 68,92 kg/kgfm;
Tração – Traseira;
Combustível – Gasolina;
Alimentação – Carburador;
Direção – Simples;
Câmbio – Manual de 4 velocidades, alavanca no assoalho;
Embreagem – Monodisco a seco;
Freios – Freio a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras;
Peso – 896 KG;
Comprimento – 4010 mm;
Distância entre-eixos – 2400 mm;
Potência – 65 CV;
Cilindrada – 1584 cm³;
Torque máximo – 13 kgfm a 3000 rpm;
Potência Máxima – 4600 RPM;
Aceleração de 0 a 100 – 20,2 Segundos;
Velocidade máxima – 128 km/h;
Consumo: Cidade 8,9 KM/L – Estrada 11 km/l;
Autonomia: Cidade 409,4 km – Estrada 506 km;
Porta malas – 140 Litros;
Carga útil – Não informado;
Tanque de combustível – 46 Litros;

Fiat 147

Foi o último a desembarcar no Brasil, sem a menor sobra de dúvidas, a montadora italiana foi corajosa e guerreira, enfrentar um regime militar, em um país de terceiro mundo, e montar uma estrutura para fabricar um modelo totalmente desconhecido do público local, não é para qualquer empresa.
O Fiat 147 logo de cara se tronou o patinho feio da industria brasileira, diferente, quadrado e aparentemente frágil, a discriminação corria solta, ter um 147 mesmo 0 km poderia ser sinônimo de sarro na certa.
Mas o que poucos sabiam era que o compacto italiano era o mais avançado tecnologicamente da época, foi o primeiro nacional com motor transversal, desembaçador elétrico do vidro traseiro, entre outras inovações.
Rápido, confiável, econômico e muito barato, mas a maldição do câmbio duro, arranhou a imagem do 147, que só se reergueu a partir de 1982, quando recebeu um upgrade e passou a ter engates mais precisos.
Ficha Técnica Fiat 147 1050
Carroceria hatch
Porte Compacto
Portas 2
Motor Fiat Fiasa 1050.
Tração dianteira.
Combustível gasolina.
Carburador.
Direção Simples.
Câmbio manual de 4 marchas.
Freios a disco sólido nas rodas dianteiras e tambor nas rodas traseiras.
Peso 798 KG.
Potência 53 CV.De 0 a 100 – 18,0 Segundos.
Velocidade máxima 138 KM/h.
Consumo Cidade 12,3 KM/L Estrada 18 KM/L.
Porta malas 350 Litros.
Carga útil 400 KG.
Tanque de combustível 53 Litros.

Volkswagen Fusca 1300

Já consagrado, sem dúvida ainda era o chefe da industria nacional, líder em vendas e a melhor relação custo benefício do mercado, além de ser o seminovo mais comercializado e valorizado.
Mas já não era mais o absoluto desde 1973, a chegada do VW Brasília e Chevrolet Chevette, mudaram um pouco o foco do consumidor, pagando um pouco mais para ter mais espaço ou mais conforto.
Ficha Técnica Fusca 1300
Carroceria sedã;
Porte Compacto;
2 portas;
Motor VW Boxer 1300 refrigerado a ar;
Cilindros 4 opostos;
Longitudinal;
Tuchos Mecânicos;
Tração Traseira;
Combustível Gasolina;
Carburador;
Direção Simples;
Câmbio manual de 4 marchas;
Embreagem monodisco a seco;
Freios a tambor nas quatro rodas;
Peso 780 KG;
Potência 46 CV;
9,1 kgfm a 2800 rpm;
Potência Máxima 4600 RPM;
De 0 a 100 – 39,1 Segundos;
Velocidade máxima 117 KM/h;
Consumo Consumo na Cidade 7 KM/L – Estrada 11 KM/L;
Autonomia 287 KM na Cidade – 451 Km Na estrada;
Porta malas 141 Litros;
Carga útil Não informado;
Tanque de combustível 41 Litros

Maverick Super Luxo Automático V8 um automóvel para poucos


por motortudo  - No auge da guerra dos Muscle Cars as versões de luxo tinham um mercado bastante disputado, o modelo da Ford era oferecido de série com motor 3.0 de 112 CV, mas também era disponibilizado como opcional a versão 5.0 V8
Uma batalha bastante interessante, as montadoras Chevrolet, Dodge e Ford, lutavam em dois front do mercado dos Muscle Cars, de um lado os esportivos que eram os mais badalados e desejados, do outro lado os modelos de luxo, e a Ford tinha como uma de suas armas o Maverick Super Luxo Automático V8.
AFord já estava no mercado dos modelos de grande porte de luxo desde desde 1967 com o Ford Galaxie, mas com a necessidade de criar um modelo um pouco mais compacto na visão da época, a montadora trás para o Brasil em 1973 o Maverick, uma versão esportiva que também foi muito bem adaptada como modelo de luxo.
As vendas não foram exatamente o que a montadora desejava, com a forte concorrência no quintal de casa com o irmão Galaxie, além das versões top de linha do Chevrolet Opala e os famosos Dodge Magnum e Dodge Lebaron, o mercado se tornou bastante afunilado.